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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cardápio de Natal:cuidado com as castanhas e frutas secas

Castanha de caju: entre as mais consumidas


O Ministério da Agricultura fez um alerta importante para a época de Natal. É preciso cuidado na hora de comprar as frutas secas e castanhas que invadem os supermercados nessa época do ano. Como nem tudo que reluz é ouro, se a oferta for boa, é bom gastar um pouquinho a mais de tempo conferindo de onde vem esses produtos e se eles têm registro ou informações seguras sobre importação e procedência.

 As castanhas são perigosas porque são excelentes hospedeiros de fungos e outros microorganismos que fazem mal à saúde. 

E pra não transformar a ceia de Natal em passaporte para o hospital, confira as dicas publicadas pelo Ministério. As dicas também incluem as frutas frescas típicas de Natal.


Brasília (19/12/2011) -  As frutas frescas requerem cuidados e são controlados na importação pelo governo. Maçã, pêra, uva rústica e uva fina de mesa são frutas inspecionadas na entrada do país para avaliar a sua qualidade.
O coordenador-geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Fábio Florêncio, explica que o estado de conservação da fruta é observado para evitar o ingresso de frutas impróprias para o consumo. As normas fazem parte do padrão oficial de classificação do Mapa.
As frutas secas também não podem ficar de fora das festas de fim de ano. Desta forma, frutas desidratadas como figo seco, damasco, uvas passas importados, quando ingressam no Brasil, são inspecionados pelo ministério. Durante a vistoria, os técnicos verificam se há contaminação por micotoxinas acima dos limites permitidos pela legislação brasileira.

No caso das nozes, amêndoas, amendoins e pistaches o consumidor deve ficar atento, pois elas podem abrigar substâncias nocivas à saúde. A aflatoxina é produzida por um fungo que aparece quando o produto, depois de colhido, não é bem seco ou quando é armazenado em lugar úmido. O mais seguro é comprar as oleaginosas empacotadas, com informações de procedência na embalagem. A dica vale também para as frutas cristalizadas e secas.

O Mapa orienta as cadeias produtivas do amendoim e da castanha do Brasil (castanha-do-pará) a seguir as boas práticas de processamento do produto. O coordenador Fábio Florêncio afirma que “as orientações sobre os cuidados necessários para evitar contaminação e risco de má qualidade do produto são repassadas aos processadores e aos embaladores para que os seus produtos cheguem aos consumidores inócuos e sadios”.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Anvisa confirma: o veneno está mesa - pimentao, pepino e outros alimentos contaminados

O Conversa na Mesa adiantou a contaminação das frutas e legumes consumidos no Brasil em postagens antigas, nas quais especialistas anunciavam esses alimentos viraram bombas tóxicas. Os agricultores estão usando agrotóxicos proibidos no Brasil ou em dosagens acima do permitido.

Precisamos pressionar o Poder Público para punir essas irregularidades, ao invés de anistiar desmatadores e financiar o agronegócio predador.

Leia abaixo as informações completa, publicadas no site da ANVISA nesta quarta 07 de dezembro:


Contaminação por agrotóxicos persiste em alimentos analisados pela Anvisa

O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. É o que apontam dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgados nesta quarta-feira (7/12). Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo Programa apresentaram problemas.
No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.
A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.
Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas. “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Por outro lado, a batata obteve resultados satisfatórios em 100% das amostras analisadas. Em 2002, primeiro ano de monitoramento do programa, 22,2% das amostras de batata coletadas apresentavam irregularidades.
Balanço
No balanço geral, das 2.488 amostras coletadas pelo Para, 28% estavam insatisfatórias. Deste total, em 24, 3% dos casos, os problemas estavam relacionados à constatação de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada.
Já em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, evidencia Álvares.
Nos 1,9% restantes, as duas irregularidades foram encontradas simultaneamente na mesma amostra.

Pará
Em 2010, o programa monitorou o resíduo de agrotóxicos em 18 culturas: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. Apenas São Paulo não participou do Programa em 2010.
“Essas culturas são escolhidas de acordo com a importância do alimento na cesta básica dos brasileiros, no perfil de uso de agrotóxicos para aquela cultura e na distribuição da lavoura pelo território nacional”, explica Álvares. Depois, as amostras foram encaminhadas para análise nos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães, Laboratório Central do Paraná, Laboratório Central do Rio Grande do Sul e Laboratório Central de Goiás.
A metodologia analítica empregada pelos laboratórios é a multiresíduos, capaz de identificar a presença de até 167 diferentes agrotóxicos em cada amostra analisada. “Trata-se de uma tecnologia de ponta e é utilizada por países como Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Holanda para monitorar resíduos de agrotóxicos em alimentos”, diz o diretor da Anvisa.

Cuidados
Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.
É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma Álvares.
Em 2010, apenas 2,1% das amostras analisadas pelo Para não tiveram qualquer rastreabilidade. Na maioria dos casos (61,2%), foi possível rastrear o alimento até o distribuidor.

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