O que é segurança alimentar? A pergunta em geral vem acompanhada de testa franzida e ar de desconfiança.
O conceito de segurança alimentar surgiu logo após a 1a. Guerra Mundial. Depois da traumática experiência da guerra tornou-se claro que um país poderia dominar o outro controlando o fornecimento de alimentos.
A ideia de que a questão alimentar está estritamente ligada à capacidade de produção manteve-se até a década de 70. Na 1a. Conferência Mundial de Segurança Alimentar, promovida pela FAO em 1974 em tempos de estoques mundiais de alimentos escassos, com quebras de safra em importantes países produtores, o conceito de Segurança Alimentar estava quase que exclusivamente ligada ao conceito de produção agrícola.
Foi o que fortaleceu o argumento da indústria química na defesa da Revolução Verde. Procurava-se convencer a todos de que o flagelo da fome e da desnutrição no mundo desapareceria com o aumento significativo da produção agrícola, o que estaria assegurado com o emprego maciço de insumos químicos (fertilizantes e agrotóxicos). A produção mundial se recuperou -embora não da mesma forma como prometia a Revolução Verde- e nem por isto desapareceram os males da desnutrição e da fome, que continuaram atingindo tão gravemente parcela importante da população mundial.
Em linhas gerais, segurança alimentar refere-se à qualidade dos alimentos e sua sanidade. Ou seja, todos devem ter acesso a alimentos de boa qualidade nutricional e que sejam isentos de componentes químicos que possam prejudicar a saúde humana.
(O texto é uma adaptação da publicação apresentada durante uma das edições do FSM, de autoria de Renato S. Maluf e Francisco Menezes)
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