Lugares

terça-feira, 24 de abril de 2012

Tecnologias sustentáveis: um passeio pela permacultura em chácara no cerrado

O que é permacultura? Como funciona?


Construção sustentável da Chácara Asa Branca

Para quem tem interesse em conhecer as tecnologias sustentáveis colocadas em prática aí vai a dica: a Chácara Asa Branca, ambiente de cerrado denso e conservado, oferece vivências em permacultura. O próximo encontro -uma visita guiada com grupos de até dez pessoas - acontece no sábado, dia 28 de abril. Outras visitas estão marcadas para os dias 26 de maio e 30 de junho.

Localizada a 25 km do centro de Brasília, o Centro de Permacultura Asa Branca, (berço da ONG IPOEMA) é um espaço em que as habitações, o abastecimento e tratamento das águas, a produção de alimentos e atividades produtivas são exemplos presentes de aplicação da Permacultura.
Ocupa uma área de 6 hectares de um belo e denso cerrado, onde diversas atividades e processos para geração de sustentabilidade podem ser observados.

Data: sábado 28 de abril
Horário: 8h30 às 12h00
Investimento: R$ 30,00 por pessoa


Mais informações:
Centro de Permacultura Asa Branca
http://www.asabranca.org.br/
visitas@asabranca.org.br
61 9975-0658

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia de São Jorge: o coração da Chapada dos Veadeiros está em festa

 A vila de São Jorge está incrustada no cerrado, na entrada do Parque Nacional: hoje é dia do padroeiro dela



Na Casa de Cultura, em São Jorge, vai ter festa
 
Já é tradição na vila. Dia de São Jorge tem festa, reza e comemoração. As festividades costumam durar uns três dias, e é um bom motivo pra visitar a cidade. Aproveitamos para deixar dicas de hospedagem e restaurantes, já que o santo São Jorge nos leva direto pro coração da Chapada.


 Carioquinhas, cachoeira do Parque Nacional: água doce dá uma fome!


Pousada Pôr-do-sol: café da manhã com bolos e pão de queijo caseiros


Quer um lugar tranquilo, arrumadinho, simples e gostoso pra ficar? Recomendamos a pousada Pôr-do-sol, que fica na rua  de frente para pizzaria Lua de São Jorge, que aliás tem umas pizzas deliciosas. Fica pertinho da pousada, dá pra ir à pé. Deixar o carro na garagem e caminhar é a melhor maneira de conhecer a vila.

A pizzaria Lua de São Jorge tem pizza em forno de pedra, com várias opções saborosas. Recomendamos o carpacchio de abobrinha de entrada. A massa das pizzas é bem fininha.

Voltando pra pousada, os quartos têm banheiro, cama de casal e alguns tem até uma sala pequena.  As diárias ficam em torno de R$ 150 pro casal, dependendo da época. Mais informações, no site:
http://www.pordosol.tur.br/

 Pra finalizar, a imagem do santo que é padroeiro da cidade. Salve Jorge!!!


domingo, 22 de abril de 2012

Filme gastronômico: O Tempero da Vida

 Uma nóz, o cosmo ou um cérebro? Tudo cabe na cozinha turca

Um menino que passou a infância descobrindo segredos da culinária na companhia do avô, dono de um empório em plena Istambul dos anos 50. Um adulto que abandonou o passado, mas que um dia se depara com ele, com a mesa posta e muitas lembranças em cada prato. Esse é o delicioso filme "O Tempero da Vida".






Entre pimentas, canelas e outras iguarias, o universo da comida, da gastronomia turca e da vida se descortinam para o menino, até que um conflito no Chipre obrigada a família dele, que era grega, a deixar o país. O avô fica pra trás, assim como o primeiro amor do menino, uma doce turquinha que adora dançar.


Despedida: o menino que sabia cozinhar diz adeus ao primeiro amor
Inconsolável e saudoso das terras turcas, o menino começa a cozinhar! Mas os pais, preocupados com o comportamento dele, resolvem afastá-lo das panelas -mas antes chamam até um padre ortodoxo para benzê-lo.

O tempor passa, e já adulto, o menino que deixou Istambul mas nunca a esqueceu retorna à cidade querida para enterrar o avô, quando então tem um encontro com o passado.

Assim é o filme "O Tempero do Amor" (A Touch of Spyce). Uma delícia de ver. Um filme de Tassos Boulmetis, uma produção grega. Nossa sugestão inspiradora para quem adora cozinhar -ou apenas comer.
Disponível nas locadoras, para alegrar as tardes de domingo e noites de chuva...

Hospedagem em Cavalcante (GO): avaliamos algumas pousadas

Estrada para Cavalcante: morros e cerradão



Cavalcante não tem tantas opções de pousada quanto São Jorge e Alto Paraíso, cidades próximas que dão acesso à Chapada dos Veadeiros. O turismo está crescendo na região, mas a passos lentos.



Vaquinha pastando tranquila no meio da cidade: Cavalcante é bem rural


A nossa primeira indicação de hospedagem:

Pousada Aruana. As áreas comuns são muito bonitas, tudo no estilo rústico. A gerência é comandada pela própria dona, então as coisas estão sempre em ordem e funcionando. O chão de cimento queimado e a madeira na estrutura dos ambientes dão um clima roots e relax que combinam com a Chapada. Os quartos são na verdade chalés com varanda e rede, bem privativos. A decoração tem toques indianos.

Na nossa avaliação, é a melhor pousada da cidade. Fica perto do centro, numa ruazinha mais afastada.
Confira o site: www.aruanacavalcante.com.br

Pousada Sol da Chapada

Pequena e bem organizada. Não chegamos a visitar os quartos, mas ouvimos boas indicações de quem já ficou por lá. A comida servida no restaurante da pousada é uma delícia! O restaurante fica na entrada da pousada. Tem poucas mesas, e fica numa agradável varanda com muros de pedra. Comemos uma galinha caipira deliciosa.

A dona também está sempre por perto, e faz questão de manter a produção da cozinha com ingredientes frescos e orgânicos. Mais informações pelo site:
http://www.soldachapada.com.br/

Pousada Morro Encantado: NÃO recomendamos!
Tivemos uma péssima experiência nesta pousada. Depois disso, consultamos amigos que frequentam a cidade, que nos contaram que a fama do Morro Encantado é muito ruim.

A manutenção dos quartos é péssima. No nosso, além de goteiras em cima do vaso sanitário (que estavam vindo do banheiro do quarto de cima), havia mofo, sujeira e móveis quebrados. O frigobar e a TV não podiam ser ligados ao mesmo tempo porque o "T" estava quebrado.

No café da manhã, as louças eram dispostas totalmente molhadas e o café era intragável. Reclamamos dos problemas com os proprietários, que se mostraram pouco preocupados com a situação, além de terem sido bem grosseiros com a gente.

Aqui vai o site da pousada:
www.pousadamorroencantado.com.br/main.htm

sábado, 21 de abril de 2012

Português de choro breve

Eugênio Almeida (EA), da Cartuxa, é um vinho de mesa, apesar do teor alcoólico ser alto: 14,5%

Viramos a cabeça da garrafa pra dizer que, apesar dele não passar no teste dos parâmetros clássicos de análise da qualidade do vinho, esse portuga aí agradou. Ele não chora muito - tá mais pra choromingar. Mas o sabor é picante e a leveza do tanino compensa a falta de corpo. Aconpanha bem massas com molhos leves.


Beijupirá em Noronha: charme e tranquilidade, no estilo rústico chic

Estávamos devendo um post sobre a pousada em Fernando de Noronha.  O "Beijupirá Lodge Noronha" abriu há cerca de dois anos, e faz parte de uma rede de pousadas e restaurantes no estilo rústico chic.

O grande lance daqui é, sem dúvida, o atendimento e a comida. As instalações são boas, bem limpas e organizadas. Os quartos têm aparelhagem nova (frigobar no estilo vintage, split e TV novinhos). A decoração meio regional, meio étnico rústica tem o seu charme.


 Vista do quintal da pousada

O preço das diárias (cerca de R$500 o casal) são um meio termo entre as inacessíveis pousadas Maravilha e Zé Maria (diárias acima de R$ 1mil) e as pousadas nativas. Para a realidade de Noronha, o preço é justo. A pousada só peca um pouco na manutenção. Parece que investiram pra abrir, mas pararam de cuidar dos detalhes da casa. Se você não liga muito para detalhes (como paredes com a tinta gasta e jardim precisando de poda ) não vai se incomodar porque o atendimento é muito bom e as coisas funcionam bem.

A vista da parte posterior da pousada é linda, mas outro ponto fraco é a localização. A rua que dá acesso à pousada é de chão batido, e fica com "piscinas" de lama no período de chuva. Nossa sugestão para as pousadas localizadas por aqui -entre elas a novíssima TRIBOJU -, é que elas se juntem pra dar um trato na rua, onde muitos nativos moram mas não tem iniciativa nem condições de cuidar do local.

 Nosso caminho do quarto para a cozinha da pousada.

 
 Entrada da pousada. Simples e charmosa.


A rua: lama é único acesso pra chegar na Vila dos Remédios

Mesmo com a rua enlameada a Beijupirá tem uma vantagem. Ela fica no final da rua, e tem uma trilha exclusiva para os hóspedes chegarem na praia. Depois de tomar café, você pode pegar seus apetrechos de praia e descer morro abaixo, atravesando a Mata Atlântica. Vai dar de cara com a Praia da Conceição, uma das melhores pra banho, com opção de comida nos poucos barzinhos instalados discretamente na orla.

Café da manhã delicioso e com muita variedade.

 Repelente e calçado adequado pra enfrentar a mata fechada
 Entrando no clima roots


A trilha deve durar, no máximo, uns cinco minutos de caminhada.  Ao chegar na praia, se caminhar pra direita vai chegar na Praia do Meio, onde tem um boteco com ducha de água doce e petiscos com peixe fresco muito bons.

"Nossa praia", descendo da trilha Beijupirá


A comida do Beijupirá é deliciosa! Recomendamos o Beijucanela, um dos melhores pratos com peixe que eu já comi. E olha que sou vegetariana (só como peixe) há quase vinte anos. Veja se não dá água na boca:


O peixe é o Beijupirá, trazido de Recife, preparado com uma crosta de canela. Sensacional. Pra acompanhar, arroz ao curry e banana grelhada com coco ralado. Gostei tanto que pedi em duas ocasiões diferentes. Os pratos com camarão também são deliciosos. Os aperitivos primorosos, mas com porções muito pequenas.
E outro hit da pousada é o sorvete caseiro de capim-santo. Divinal. Leve, doce e refrescante. Imperdível. O capim-santo é plantado na própria pousada, e quem prepara o sorvete é a cozinheira.
Detalhes da recepção dão o tom da pousada: relax, rústica e charmosa.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cavalcante: cachoeiras e galinha caipira em companhia dos Kalunga

Os muros de adobe do restaurante. O teto é de palha de Buriti

Voltamos pra vila depois de algumas horas de caminhada e braçadas em águas translúcidas. Encontramos  uma comidinha caseira esperando. Um luxo oferecido por um restaurante Kalunga. A comunidade Engenho II, que fica a 25km de Cavalcante, em Goiás, está organizada para receber os turistas.  E eles recebem muito bem quem aparece por lá. Antes de seguir pelas trilhas, encomendamos o almoço em um restaurante nativo, indicado pelo guia Emiliano.

No mirante: Emiliano e os causos dos Kalunga

Quando chegamos famintos, demos de cara com um grupo de quinze pessoas, barulhentas e também famintas, já instaladas nas mesas. "Dançamos!", pensei. Mas tinha uma outra mesa grande reservada pra nós e a nossa comida não demorou a sair. Fomos até uma choupana que vende cerveja e refris e a cerveja gelada reduziu a peleja da espera. O seu Emiliano foi quem levou a gente na lanchonete, onde tínhamos parado antes de descer para a cachoeira. "Ele vai tratar de negócios", disse um dos nossos, explicando porque paramos por ali. "Negócios" era pegar um trago de pinga feita lá mesmo.

Emiliano tomava seu segundo copo de pinga enquanto esperava o almoço com a gente. A maioria dos pratos é preparada com alimentos orgânicos, produzidos ali mesmo na comunidade: arroz, feijão, mandioca e galinha caipira.  A refeição custa R$ 20,00 por pessoa e eles continuam servindo até que todos estejam satisfeitos.


 O arroz é produzido na comunidade
 Abóbora refogada
 Comida simples e deliciosa
E a estrela do almoço: galinha caipira, de terreiro Kalunga


Os Kalunga estavam preparando um grande churrasco no segundo dia que estivemos lá. Estavam todos empenhados nos preparativos. Mataram um boi e a movimentação tinha começado cedo. Mesmo assim,  não deixaram os turistas na mão. Nós chegamos por volta do meio-dia e a chance de encontrar um guia disponível a essa hora é pequena. Mas as meninas que ficam na recepção nos levaram até onde um grupo preparava a carne. Logo veio a nossa guia Maria, que largou os afazeres e sorridente nos atendeu. Largou tudo pra seguir com a gente numa trilha de 4km, debaixo daquele sol escaldante.

 Guarda-sol pra enfrentar a trilha

Na comunidade Kalunga do Engenho II moram cerca de 150 famílias, mais ou menos 500 pessoas.  Grande parte dos moradores vive de atividades de subsistência. A renda extra vem do fluxo de turistas que visitam o território.

 Kalungas preparando a carne do churrasco
Casa de um Kalunga. À esquerda, pilão de madeira

Os Kalunga têm a tradição de construir casas de adobe.  São bem simples e rústicos. Nos receberam com humildade e presteza, muito melhor do que já fomos recebidos em lugares com mais pompa e estrutura.

No fim da tarde, quando voltamos do passeio, eu disse pra Maria: "Adorei o seu quintal. Muito bonito". Maria deu um largo sorriso. Parecia orgulhosa das terras de horizonte amplo, com cachoeiras escondidas. Ela nos convidou para a festa de Santo Antônio, que a comunidade comemora todo ano. Maria é a responsável pela festa. Ficamos felizes com o convite e pensamos em voltar.


O território conta com uma escola e uma unidade de saúde. As festividades católicas e sincréticas são importantes para a comunidade. Dias santos são muito festejados.  Quando estávamos voltando pra Cavalcante, vimos muita gente subir a estrada pra comunidade Kalunga. Muitos à pé, enfrentando a nuvem de poeira. Maris nos contou que neste dia, sábado de Aleluia, alguns homens jogavam futebol vestidos de mulher. Depois, no início da noite, era hora de aproveitar o churrasco. 

Links relacionados:

Cavalcante: uma alternativa para quem quer conhecer a Chapada:  http://conversanamesa.blogspot.com.br/2012/04/cavalcante-uma-alternativa-para-quem.html 

Cavalcante: um dia no território Kalunga

 


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cavalcante: um dia no território Kalunga

Bem-vindo ao território Kalunga! São 33 alqueires de cerrado


Cavalcante tem dezenas de cachoeiras, de todos os tamanhos e graus de dificuldade para chegar até elas. Recomendamos começar a visita pelo território Kalunga. Para chegar no Engenho 2, quilombola criado no governo Lula, são mais ou menos 25 km de estrada de terra, saindo de Cavalcante. Alguns trechos tem riachos com água que chega  até a metade dos pneus do carro.



Trechos com água e terreno arenoso dificultam a passagem

A primeira razão pra começar a tour Cavalcante pelos Kalunga é que as cachoeiras por lá são lindas. Segundo porque é uma experiência muito rica conhecer a comunidade dos descendentes de quilombo que habitam esse cerradão. Terceiro porque eles oferecem comida goiana caseira que é uma delícia. Imagine a sua fome depois de passar o dia caminhando e nadando...

Para entrar, pagamos uma taxa de R$ 10,00, que vai para a associação dos Kalunga. Além disso, um guia precisa acompanhar quem chega. Vai aí mais R$ 60,00 pro grupo. Do posto Kalunga até o ponto onde deixamos o carro são mais uns 5 km de terra, água e pedregulhos.

Antes de sair de Cavalcante, você pode buscar um guia no CAT ou pedir para a sua pousada localizar um. Se levantar tarde e não conseguir guia na cidade, pode arriscar a chegar nos Kalunga sem guia, e pedir na entrada que alguém da comunidade encontre um guia pra você. Mas a dica  é CHEGAR CEDO! Pela posição das cachoeiras, o sol não bate na água depois das 15h e aí fica bem frio pra mergulhar!

Nossa guia, a Maria, é responsável pela festa da comunidade no dia 13 de junho - Dia de Santo Antônio


Nós tivemos a sorte de sermos guiados pela Maria, uma Kalunga muito simpática e doce. Pequena, magrinha, mas que carregava sem reclamar uma mochila enorme, cheia de apetrechos para primeiros-socorros e material de resgate. Maria pisava leve pela trilha. Era um caminhar firme e sutil, que fazia a gente ficar com vergonha de reclamar  do cansaço.

Para chegar na cachoeira de Candarú, foram 4km de decida bem inclinada, mata a dentro. Quando chegamos lá em baixo, nossas pernas tremiam pelo esforço de descer. Imaginamos como seria a volta. Mais 4km de subida absurda. Mas quando enxergamos a cachoeira, esquecemos de tudo.

 Candarú tem dois poços pra nadar


 Vida na floresta: abelhas atacaram a sandália. Mas não picam

A Maria também entrou na água, mas aconselhou a gente a permanecer na piscina de baixo. A cachoeira tem dois poços, mas o de cima tem uma correnteza muito forte, e é bem mais fundo. A correnteza aponta pra uma queda d`água que vai dar na piscina de baixo. Achamos melhor não nos arriscar.

Para a caminhada, leve água e alguns petiscos. Muito importante: não deixe lixo pra trás! Guarde na mochila as garrafas e restos de comida. Aqui não é clube, não é resort. Não tem ninguém pra limpar a sua sujeira. Seja grato pela benção de visitar um lugar tão lindo e colabore para preservar.

 Deixe para trás apenas pegadas



Cavalcante: uma alternativa para quem quer conhecer a Chapada dos Veadeiros

Estamos na mesma região das cidades de Alto Paraíso e São Jorge, famosas por serem vizinhas de cachoeiras exuberantes. É aqui que fica o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Só que ao invés de chegar às cachoeiras do Parque pela porta de entrada -que é onde fica a vila de São Jorge - quem vai a Cavalcante chega por trás das terras demarcadas e protegidas pelo IBAMA.

Mergulhar nas águas de Santa Bárbara é uma experiência mística

Cavalcante também tem os seus tesouros hídricos. As cachoeiras daqui são menos exploradas, mais remotas e tão  (ou mais) absurdamente lindas quanto as de Alto e São Jorge. Só pra começar, apresento a Cachoeira de Santa Bárbara, que fica em território Kalunga.

Cavalca (para os íntimos) fica a 320 km de Brasília, saindo pela BR-020 até Planaltina/GO. Depois de passar por Planaltina, pegue o trevo para a GO-118, sentido São João da Aliança e Alto Paraíso. Quando chegar em Alto, não entre na cidade. Siga reto pelo asfalto em direção a Teresina de Goiás, uma vilazinha com poucos habitantes, mas que tem um criadouro de tilápia que abastece a região, inclusive Cavalcante. Em Teresina, siga pela GO-241 direto para Cavalcante.As placas por aqui são bem confusas. Siga reto na rodovia e ignore as placas.

Se estiver vindo de São Paulo, pega-se a Anhangüera (SP-330) até a cidade de Uberaba. De lá segue-se pela BR-050 até Brasília.



Saindo de Brasília, são mais ou menos quatro horas de viagem. O melhor ponto pra parar é Alto Paraíso, que fica a cerca de 200km da capital federal. Dá pra tomar um lanche e até visitar as lojas na avenida principal, que vendem cristais, peças indianas e sabonetes artesanais deliciosos. Onde fica esta avenida? Após o segundo portal da cidade. Tem um posto de gasolina desativado bem na esquina. A dica é deixar o passeio por Alto na volta de Cavalcante, mas se preferir pode fazer um reconhecimento de terreno.


Uma boa lanchonete em Alto é o Barracão do Açaí, que fica perto da rodoviária. Vamos falar de Alto em outro post. Antecipamos as informações aqui porque em Cavalcante o turismo ainda é tímido e o comércio local deixa a desejar.

Se precisar parar antes de Alto Paraíso, escolha São João d `Aliança. É uma cidade maior e mais segura. Tem um posto de gasolina logo após ao posto policial, onde  tem banheiros sofríveis e uma lanchonete.

Mas, voltando para Cavalcante, é bom ressaltar os seguintes pontos para os marinheiros de primeira viagem:

1. Você está no interior do Goiás, em uma cidade que ainda não tem o fluxo turístico necessário para manter bons estabelecimentos. Diminua o grau de exigência e aprecie a paisagem.
2. São poucas opções de pousadas, por isso faça as reservas com antecedência
3. Procure o CAT de Cavalcante. Sempre tem alguém bem treinado que vai te indicar a melhor cachoeira, com a trilha adequada pro seu perfil.
4. Em Cavalcante as trilhas são longas, de estrada de terra em condições ruins. Muitas delas têm trechos em que só passa carro alto. Se o seu carro for rebaixado, considere a possibilidade de não ir com ele para as trilhas. Alugue um 4x4 com um guia. No CAT os pacotes são oferecidos para pequenos grupos. É melhor previnir porque se alguma coisa acontece com o seu veículo no meio do "nada", não vai ser fácil encontrar reboque.
5. Leve repelente, chapéu  e roupas confortáveis
6. Respeite a natureza. Você não está num resort ou clube. As corredeiras são fortes e nos locais mais perigosos, siga as instruções dos guias.

Informe-se antes de viajar para Cavalcante sobre as condições das estradas. A melhor época pra vistar a região é de abril a junho, quando a chuva já está parando. As estradas costumam ficar muito esboracadas. 

Evite viajar à noite porque  de dia já é difícil desviar dos buracos. Nós vimos alguns carros parados no acostamento (quando tem algum) trocando pneus. Leve lanternas no carro e verifique o step.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Padaria Delícia: já foi boa

Os funcionários até tentam, mas o problema é de gestão. A padaria que fica na 104 norte já teve um bom café da manhã, mas a coisa desandou

. A patrulha do avental do nosso blog esteve lá e detectou: as mesas estavam sujas; o café foi servido frio e a qualidade do pó era péssima. Brasília está sem opção pro café da manhã.

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