quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Resto de um nada
O resto de uma salada poderia ser um resto de nós: quase nada. A restrição calórica, a restrição dos prazeres. Um exercício asceta pra ver na balança da farmácia um número diferente, menor. Pra ver nos seus olhos uma súplica.
O esforço não é mútuo. O prato de salada está ali, lânguido. Eu, cheia de ânsias. Você, ausente de sabores.
Mas há vida além do alface. Há sim. Há azeites, mostardas. Um salpicado de brie que me salva.
E há também a refeição do dia seguinte. Ainda que ínfima.
SALADA ÔRGANICA DE ALFACE COMUM, CRESPA, CENOURA, QUEIJO BRIE E AZEITE DE OLIVA.
Abuse do prato. Depois das 20h da noite, para manter a dieta, só mesmo a salvação de uma salada pronta pra o consumo, com ingredientes cultivados -segundo o produtor - de acordo com as normas da produção orgânica.
Salada pronta Fazenda Malunga. Encontrada nos melhores supermercados da cidade.
Para acompanhar: Cabernet Sauvignon Ventisquero, 2009.
SOBREMESA:
Um copo de iogurte natural desnatado. Salpique granola e uma banana média cortada em rodelas. Adoce com açúcar mascavo e/ou mel, sem abusar.
P.s: Você sabe que o vinho é bom quando fica difícil parar na primeira taça.
Música ambiente:
Charles Mingus, contrabaixista e taurino.
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