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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Música com café: letras de música que falam da bebida

Para comemorar o Dia Nacional do Café, reunimos algumas músicas que falam sobre a deliciosa bebida que reina nas xícaras mundo afora.

 Você se lembra de alguma música que fale de café? Deixe o seu comentário e compartilhe!


Aí vai a lista:

One more cup of coffee – Bob Dylan
A música no melhor e insuperável  estilo folk de Bob tem como refrão a frase “one more cup of coffe and I´ll go”. Detalhe: hoje é aniversário do lendário Bob.

Pirraça – Vanessa da Mata
A cantora e compositora Vanessa da Mata descreve como o tempo brinca com ela: passa rápido quando os amigos estão reunidos tomando café, mas é lento na hora de esquentar a água da chaleira.    


            Black Coffee – Sonny Burke/ Francis Webster.
Um classico do jazz, interpretado pelas divas do gênero.  O vício do café é o consolo das mulheres solitárias e acorrentadas às tarefas domésticas. Bem anos 40.

 Amanhã  de manhã – Roberto Carlos
Já foi chamada de “melô do pão-duro”, porque a letra diz que “vai servir um café pra nós dois”. Mas é um clássico do rei Roberto.

L    Lumiar – Beto Guedes
No melhor estilo hippie anos 70, a letra fala das delícias das coisas simples da vida, como pescar e fazer café.

Descoberta do café: um pastor, um poema e um mito fundador

Kahldi entre as cabras que mastigavam café


A descoberta do uso do café como bebida é um desses capítulos da história da humanidade que se perdeu nas brumas do tempo. Mas alguns mitos sobreviveram, e enchem de encanto a origem desse hábito mundial.

Um dos mitos fundadores da descoberta do café é a história de um pastor etíope. O pastor Kahldi teria começado a mastigar os grãos maduros de café depois de observar que as cabras ficavam mais saltitantes e serelepes quando comiam o misterioso fruto. Assim teria sido a descoberta pela humanidade das propriedades estimulantes do café.

O poeta Luiz Martins da Silva escreveu sobre o mito, poema que aqui reproduzimos:

ALQUIMIA MATINAL

Luiz Martins da Silva

Toda manhã, bem cedinho,
Feito oração saborosa,
Uma história de carinho
Vem aquecer a memória.

Descobriu um pastorzinho,
Lá nos rincões da Etiópia,
Cabritas pulando eufóricas
Depois de pastar a frutinha.

Mal sabia o abissínio
Que o efeito do café
Hoje, depois de milênios,
Ainda bota a gente em pé.

Por isso faço esta ode
E de todo o coração
Dedico ao pastor de bodes
Estes versos de fogão

Saídos, passados na hora,
Feito licor aromático
Dádiva vegetal generosa
De tantos poderes mágicos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Como escolher cafés nas compras de supermercado?

Grãos de café gourmet, o café Especial, em fazenda do sul de Minas


Você está diante da prateleira de cafés no supermercado.Um monte de marcas com embalagens coloridas estão ali, e você não sabe o que levar em consideração para comprar um bom café. Os fabricantes costumam usar alguns truques para atrair a atenção dos consumidores, mas algumas informações fundamentais acabam passando desapercebidas.

A primeira dica é saber que as marcas de café comercializadas no país (em em todo o  mundo) usam dois tipos de café: o arábica – de qualidade superior –e  o robusta (ou conilon), que apresenta uma constituição diferente,  de menor qualidade e menos valorizada no mercado. 

Se o café não apresentar o aviso “100% arábica”, com certeza tem grãos conilon misturados, o que é considerado um padrão inferior de café. Não quer dizer que o conilon seja ruim. Mas para se ter uma ideia, dificilmente o conilon entre nos blends de cafés especiais, ou atrativos para o mercado internacional.

A Associação Brasileira da Indústria de Café criou um selo de certificação dos cafés. Todas as categorias podem utilizar os grãos arábica ou conilon. A diferença está no grau de pureza de cada categoria.

Café Tradicional: São os mais comuns nos supermercados. Podem apresentar até 20% de defeitos,  que incluem grãos pretos, verdes ou ardidos. Também podem utilizar grãos verdes de safras passadas. O grau de impureza é considerado alto, mas dentro dos padrões de consumo. Tipo de grão utilizado: 8 COB

Café Superior: Podem apresentar até 10% de defeitos –os mesmos defeitos apontados para o café tradicional. Tipo de grão utilizado: 6COB

Café Gourmet: 100% puros. Não podem conter impurezas. Aqui, devem ser utilizados grãos tipo 2 a 4 COB.

O que é COB? COB é a Classificação Oficial Brasileira, baseada em uma análise por amostra de 300g do café. Quanto menor o número COB, maior a qualidade. A escala vai de 2 a 8. Para exportação, são aceitos apenas os cafés de qualidade 5 para baixo.  Nesta análise são levados em consideração os defeitos físicos do grão, além do aspecto do grão, coloração, tamanho, torra, safra e umidade.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Frio e chuva combinam com chá! Conheças as propriedades da hortelã e prepare a sua xícara





O hábito de tomar chás é tão antigo quanto as pirâmides do Egito, ou talvez mais ainda.  E não à toa. Os antigos sabiam das propriedades terapêuticas das ervas. Na China imperial, o ritual do chá era repleto de simbologias e glamour.

Felizmente, o “chazinho” sobreviveu à pós-modernidade e ainda faz parte das nossas tradições culinárias. Embora não seja muito comum encontrar chás para beber nos ambientes de trabalho, o clima frio das últimas semanas é um bom motivo para se tomar a bebida. Que tal chegar em casa e preparar aquela xícara relaxante?

Entre os mais populares, o chá de hortelã é facilmente encontrado nos supermercados. A melhor maneira de consumi-lo é usando as folhas frescas, que podem ser encontradas junto com as hortaliças. 

A hortelã é digestiva e também tem propriedades anestésicas – que só fazem efeito  em alto grau de concentração. Para efeitos digestivos, basta fazer uma infusão de 3g de hortelã em 100ml de água.   Não sabe como pesar as folhas? Coloque a quantidade de água que você deseja na chaleira e vá colocando as folhas limpas de hortelã até chegar na proporção de 1/4. Deixe em infusão até a água "pegar cor". Adoce com mel ou açúcar mascavo.

A infusão não deve levar mais do que cinco minutos, para que sejam preservadas as propriedades da erva, que também combate as cólicas e prisão de ventre.

Para quem tem espaço e disposição, dá pra cultivar hortelã em um cantinho do quintal ou varanda. As mudas crescem rápido e são bem decorativas. Hortelã colhida na hora deixa o chá ou qualquer receita com um gosto ainda mais especial.  Inspire-se e comece a sua horta caseira!

 Fácil de cuidar: cantoneira com hortelã precisa de sol e água em abundância

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mama mia! Massa italiana produzida na região do Mediterrâneo é vendida em Pirenópolis

Do nordeste da Itália para o interior do Goiás. A globalização, apesar de seus revezes colonialistas, tem suas deliciosas vantagens. Deixemos esse papo de globalização e hegemonia cultural pra um post cabeça, quem sabe quando postarmos uma receita com vodka ou Mojito.

Sem a revolução socio-tecnológica-cultural, como poderíamos comprar massa italiana produzida em Monopoli e vendida em Pirenópolis? Voilá, salve a globalização. E a boa cozinha continental.

Minimalismo: semola di grano duro, acqua e spinaci disidratati

Passeando pela Rua Direita, adorável ruazinha salpicada de lojinhas, encontrei essa delicia d´além mar. Pá, mas não era um pastel de belém, não. Era um pacote (vários) de massa italiana. Tentador para quem adora cozinhar. O italiano que nos vendeu é dos donos do Armazém da Rua Direita, (www.armazemdarua.com.br).  Ele me explicou direitinho como cozinhar a massa, com aqueles detalhes que fazem toda a diferença. Nesse final de semana, fizemos o teste.

 Massa colorida: espinafre desidratado para colorir e dar sabor

O receio era que a massa fosse daquelas que não dá ponto. Fica muito mole ou meio crua. Que nada! A textura da Caroli é perfeita. Não leva ovo na composição, então tá liberada para os vegetarianos mais radicais. Além disso, é muito saborosa e se sobrar, dá pra requentar e ainda mantém a consistência ao ponto. 

Na primeira experiência, preparamos a massa com tomates italianos frescos. Ficou muito bom. E depois, usamos pesto de baru, que também ficou uma delícia. Aprovadíssimo. O tempo de cozimento da massa é de mais ou menos 15 minutos.

Dica: não coloque azeita na água pra cozinhar a massa. Aliás, esse dica vale para o preparo de qualquer macarrão. Use apenas sal.

As massas Caroli estão a venda no Armazén da Rua Direita, mas podem ser encontradas em outros locais, já que são importadas via São Paulo.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Promoção de orgânicos: quinta é dia de feirão no Empório Malunga

Rabanetes, tomates, verduras e legumes orgânicos e fresquinhos costumam custar pelo menos 50% a mais do que os convencionais. Então, quinta-feira é dia de economizar na promoção no Empório Malunga, que fica na comercial da 314 norte. Os produtos na promoção chegam a sair pela metade do preço.

Orgânicos produzidos no Entorno. Fresquinhos.


O Conversa na Mesa esteve hoje no Empório. Os rabanetes que estavam em promoção foram direto pra cesta de compras.

 Rabanetes orgânicos. Era o pai da Rapunzel que plantava rabanetes?


O Empório Malunga abriu há pouco tempo, mas a tradição dos produtos Malunga é de longa data. A iniciativa é mais uma empreitada do Joe Valle, deputado distrital pelo PSB que há anos produz alimentos orgânicos na Fazenda Malunga. As saladas higienizadas da marca são vendidas nos grandes supermercados já  prontas para o consumo e no Empório elas são mais baratas. 

No Empório tem de tudo. Graõs, pastas, massas e mais uma infinidade de produtos na linha natural e orgânica.



Um dos pioneiros no Distrito Federal, Joe Valle também incentiva e comercializa a produção de pequenos agricultores do Entorno. De tempos em tempos a Fazenda Malunga abre as cancelas para a visitação de quem quer conhecer de perto a cadeia produtiva dos orgânicos. Nós tivemos a oportunidade de visitar a propriedade e saímos de lá com a certeza de que a produção de alimentos sem uso de agrotóxicos é viável e faz muito bem a quem consume e a quem produz. O desafio é saber cuidar da terra sem a muleta dos fertilizantes e defensivos, o que requer uma espécie de conhecimento alquimico sobre cada plantação e cada tipo de solo.

 O Empório fica na comercial da 315 norte, na esquina de frente para a W3.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Filet com molho de jabuticaba no Deli Deli (Pirenópolis): comida orgânica e receita de família

A salada servida no Deli Deli tem selo de origem: o quintal dos proprietários. Um alemão e uma baiana juntaram os temperos e receitas de família pra montar o cardápio que agrada carnívoros e vegetarianos. Tudo muito simples, saudável e saboroso. E o melhor: preços super amigáveis.

Filet com molho de jabuticaba, servido com batatas, legumes e arroz


O alemão é quem serve as mesas, e reveza e atendimento com canjas na guitarra do pequeno palco montado no fundo do Deli Deli. Nesse meio tempo, ele conta as histórias das receitas servidas por eles e anuncia que a produção orgânica está aumentando. Agora eles vendem também em feiras da cidade. Foi ele quem sugeriu o prato acima, com o molho de jabuticaba.   A combinação agridoce funcionou. Eu não posso confirmar porque sou vegetariana, ainda que fajuta. Mas quem provou, recomenda. As batatas soutée, que acompanham a carne, estavam perfeitamente douradas, crocantes por fora e suaves por dentro.

Poucas mesas e muitos sabores: comidinha de quintal com requintes de alta gastronomia


O Deli Deli é um desses recantos de Pirenópolis que não se encontra com facilidade, como o restaurante Montserrat, que também virou post aqui no Blog. Se você estiver passeando pela Rua Direita  pode nem perceber que ali tem um canto como esse pra almoçar ou fazer  um lanche. O Deli fica nos fundos de um beco e divide espaço com algumas lojas. As mesas de madeira são convidativas e o lugar é um achado para quem adora experiências gastronômicas. 

A Rua Direita é aquela bem estreita, no centro histórico da cidade. Salpicada de lojas de artesanato, pratas, e roupas, a ruazinha também tem opções de lanchonetes e bistrôs.

 Para os vegetarianos: prato executivo e muito nutritivo

O Conversa na Mesa só achou o Deli Deli por indicação do pessoal do Armazém da Rua Direita. (que também ganhou um post aqui). Eles nos deram a dica de que no Deli tem pratos executivos para vegetarianos: arroz integral, lentilha, berinjela e batatas temperadas com alecrim. Todos os pratos são servidos com uma pequena salada (orgânica!), acompanhada de um delicioso molho caseiro de mostarda. Muito bom.

Despertando o paladar com um molho picante de mostarda


O Deli Deli entrou pra lista do Conversa na Mesa na categoria de restaurantes que combinam comida saudável, sustentável e saborosa.  E o melhor de tudo: um almoço completo (mas sem sobremesa) fica por cerca de R$50 para um casal.







segunda-feira, 14 de maio de 2012

Pirenópolis: alta gastronomia de frente pro rio das Almas

Longe do burburinho da Rua do Lazer, esconde-se um restaurante repleto de obras de arte. O Montserrat, do chef Juan Pratginestós, pode passar despercebido pelos visitantes de Pirenópolis. Mas quem conhece o caminho que leva à Rua Ramalhuda 11 costuma voltar.

 Numa discreta rua  de frente pro Rio das Almas revela-se o Montserrat

Além da decoração com peças de artistas como Darlan Rosa, o restaurante Montserrat é um reduto da boa comida. A carta de vinhos foi montada com opções que combinam perfeitamente bom preço e vinho de qualidade.

As massas, como o ravioli de ricota e espinafre que provamos, são caseiras e frescas. O molho ao sugo também é feito na casa.

Ravioli caseiro

O cardápio inclui ainda opções bem contemporâneas da cozinha regional, como o risoto de rabada.

 Sim, tem rabada no risoto. Agora diga isso rápido.

Na nossa visita, Chet Baker era a trilha sonora. E de repente nos transportou do cerrado para algum lugar qualquer de Nova York.  Ou seria New Orleans? Afinal, paredes cobertas de arte são um passaporte perfeito para qualquer grande metrópole do planeta. Com a vantagem de estarmos, de verdade, em uma cidade colonial, centenária, que ainda guarda o charme das pequenas cidades perdidas no tempo.

Para comer muito bem por aqui, você vai gastar cerca de R$40 no prato principal. As entradas e saladas têm preços acessíveis, e a carta de vinhos oferece bons vinhos por pouco mais de R$ 30.

DETALHE IMPORTANTE: não são aceitos cartões de crédito nem de débito.




Sabores do mundo e sustentabilidade cabem nas ruas de Pirenópolis

Produtos orgânicos produzidos na cidade misturam-se aos patês requintados e macarrões especiais vindos da Europa. O Armazém da Rua Direita, recém instalado na rua homônima de Pirenópolis, reúne em um pequeno espaço as delícias globais para os apreciadores mais exigentes. O ponto em comum: produtos orgânicos e produzidos da forma mais natural possível.

 O mundo inteiro cabe aqui: produtos orgânicos de Piri, Itália, Marrocos....

E tem de tudo: figos marroquinos, pesto de baru, macarrões italianos de massa fresca, café orgânico e uma boa variedade de molhos de tomate. Experimentamos o pesto de baru: ficou espetacular quando preparamos com uma boa massa grano duro.

Será uma nova leva migratória?

Pirenópolis foi fundada no século XVIII por portugueses. O Armazém da Rua Direita foi montado por um italiano e um francês, que se mudaram para Piri há pouco tempo, em busca de uma rotina mais tranquila, clima ameno e para colocar em prática o conceito de economia verde. O Ecocentro IPEC é parceiro do armazém com as prateleiras repletas de delícias sustentáveis. A cada ano, aumenta o número de gringos que chega e se apaixona pela cidade de casinhas coloniais e ruas de pedra.

 A parte interna do Armazém abriga um café

Além dos produtos vendidos, quem visita o Armazém pode aproveitar e tomar um cafezinho orgânico. Os donos também fizeram dos ambientes internos um pequeno café, com poucas mesas. Cada cantinho recebeu um toque especial, com obras de artistas locais e plantas ornamentais.

"Eu sou a mudança que quero ver no mundo" - essa frase está escrita no verso do cartão de visitas do Armazém.  E resume, em poucas palavras, a filosofia de quem acredita que é possível colocar em prática um modelo de economia sustentável, ao alcance de todos.

Mais infos:
http://www.armazemdarua.com.br/
Rua da Direita, s/n. Pirenópolis -GO

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Framboesas: a felicidade cabe em uma sobremesa

Diplomatic: felicidade em dose única no Daniel Briand


Framboesas: a felicidade cabe em uma sobremesa

A gula não é um pecado que me confiscaria o passaporte para o céu. Pelo contrário. Ao invés de banquetes, sempre preferi doses frugais. Mas algumas receitas têm o poder especial de despertar um contentamento quase “nirvânico”. Aí, entendo o que é apetite voraz.

Se a felicidade viesse em porções calóricas, a minha caberia numa pequena cumbuca recheada de framboesas. O doce e o azedo se apresentam tão equilibrados como se o yang e yang pudessem ser abrigados em um prato de sobremesa.

E quando o dia se encerra cansado e lúgubre, recorro ao bálsamo da gastronomia francesa, à mão para quem está em Brasília.

Serviço:
Daniel Briand
104 norte
(61) 3326-1135



terça-feira, 8 de maio de 2012

Sorveteria reformada: mais espaço e muitos sabores na Sorbet

Sorvete é quase uma unanimidade. Especialmente quando se vive em um clima de cerradão, como é o caso da capital federal.

A temperatura sobe e bate aquela vontade de tomar um gelado. Mas em geral os sorvetes industrializados, desses que se encontra em supermercados, são tudo menos sorvete. São na verdade uma substância gelada composta por um monte de aditivos, conservantes, gorduras e corantes.

Como a equipe do Conversa na Mesa adora ler as embalagens -mesmo aquelas escritas com letras menores do que as de bula de remédio - consumir sorvetes artesanais faz toda a diferença. Algumas sorveterias da cidades se estabeleceram nesse nicho de sorvetes "caseiros". É o caso da Sorbet, sorveteria de Brasília, com lojas na asa sul e norte, que usa ingredientes naturais e tem sabores do cerrado. Exóticos como baru, tapioca e jabuticaba.

A novidade é que a Sorbet que fica na asa norte está maior, mais acolhedora. Cresceu e ganhou uma máquina de espresso, pra quem gosta de café até depois de uma sobremesa gelada.

Sorbet de cara nova: mais espaço e muitos sabores


Na última vez que estivemos por lá, pedi uma bola de sorvete de capim santo. Uma delícia!

Eu bem que tentei, mas estava tão bom que não sobrou pra foto.

A Sorbet fica numa esquina bem verde, cheia de árvores e arbustos, na 405 norte, ao lado do restaurante Naturetto. Tem uns banquinhos convidativos e mesinhas de madeira em um gramado externo. A marca garante que as receitas são feitas com o menor grau de conservantes e aditivos possível.

Pesquisei os picolés Sorbet, vendidos em alguns pontos da cidade como se fossem aquelas da Kibon. A composição de alguns não fica muito diferente das que encontramos nos picolés convencionais.

O ambiente da Sorbet combina com a proposta de sorvetes artesanais

Santo Grão (SP): Todos os sabores do café

 Quente ou frio? As quatro estações do café

É na badalada Rua Oscar Freire que  encontramos um templo para os apreciadores de café. Estamos falando do Santo Grão, um espaço que reúne tudo que você possa imaginar sobre o poderoso fruto que impera nas xícaras do país.

Você quer ver os grãos serem tostados numa super máquina de torrar? Quer levar os grãos pra casa? Quer que eles sejam moídos? Ou prefere tomar um drink gelado à base de café, nas disputadas mesas da Casa? 

Tem tudo isso e ainda mais.  O Santo Grão oferece seis tipos de grãos de café para os clientes: blend Santo Grão, Cerrado de Minas, Sul de Minas, Mogiana, Orgânico e Descafeinado.  Todos 100% arábica, claro. 

Você decide se quer degustá-los ali mesmo, ou levar para casa, em embalagens de 250g, 500g e 1kg.
 Vários moedores e uma super máquina de torra ficam dentro do café

Do lado de fora, o difícil é achar uma mesa


São muitas opções, por isso é fácil pensar em voltar várias vezes ao Santo Grão, para experimentar todas as variedades de café que a Casa oferece.

 Dilemas da meia estação: capuccino ou gelato?
 Café gourmet preparado com limão e gelo. Delícia!

 Pra acompanhar, quirche de salmão. O cardápio tem pratos principais, petiscos, tortas e doces

Delícia em grãos: Cerrado Mineiro em grãos

Serviço:
Rua Oscar Freire, 413 - Jardins
01426-001 São Paulo - SP
(11) 3082.9969


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Em Tatuí (SP): Ares cosmopolitas no Ópera Mix

 
 Opera Mix: adorável (e providencial) surpresa

Três da tarde. Bateu aquele desespero porque a fome já estava no ponto em que ficamos menos tolerantes e quase irascíveis. Onde almoçar, àquela hora, em uma cidade pequena? Os restaurantes todos já fechando e por onde a gente passava eram só os funcionários da cozinha que estavam lá, batendo aquele pratão do final do expediente. 

Eu já estava me resignando a comer em alguma lanchonete que tivesse ao menos um sanduba com queijo (já que sou vegetariana), quando o acaso nos levou para o Ópera Mix. Passamos de  carro pela esquina da rua 13 de fevereiro com a Capitão Lisboa. Só de avistar a fachada do café, percebi que era coisa boa.  "Pàra o carro aqui, pàra!" - pedi já salivando.

O Ópera Mix é uma adorável surpresa. Tem ares cosmopolitas, café gourmet do Santo Grão e um cardápio contemporâneo, com  base na cozinha italiana. O pé direito alto e a decoração sofisticada me fizeram pensar que tínhamos sido transportados para algum bristô chique da capital paulistana. Mas não, estávamos mesmo em Tatuí, a terra da música erudita. Além ser ser a única cidade da América Latina a abrigar um Conservatório que oferece curso de luteria, Tatuí também tem uma esquina charmosa para abrigar turistas famintos e desavisados. Ainda bem.
Dois andares de bom gosto e boa comida



Logo de cara, para acalmar o estômago, pedimos uma porção de brusqueta, que estava muito gostosa. Para acompanhar, meia garrafa de Carmen Carmenère -chileno que é satisfação garantida.  O prato principal foi difícil escolher porque tinham várias opções vegetarianas. Optei por um risoto de limão siciliano com queijo. Uma delícia. Pra fechar, uma sobremesa à base de maçãs, com calda de chocolate.

Risoto servido com queijo parmesão ralado na hora

O atendimento também foi nota 10. O Ópera Mix  -inaugurado há cinco anos mas desconhecido para nós, que visitamos a cidade pelo menos duas vezes no ano - entrou pra nossa lista de lugares que reúnem bom gosto, boa comida e atendimento de primeira. Pertinho de São Paulo, no interior do estado. Mas poderia ser um qualquer lugar do mundo.

 
Saladinha que acompanha os prato principais é cortesia da casa

CONEXÃO BLOGOSFERA 2leep